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Graphic Designer / Web Developer
São Paulo, SP
Brazil

SOBRE | ABOUT

* pelo facial pode variar
facial hair may vary

Das três áreas às quais me permito dizer estar minimamente apto a exercer, o Design veio "por último", depois das Artes – minha graduação – e da programação – meu primeiro estágio. Portanto, seria tentador tratar disso como um desfecho, o Design representando a união perfeita entre esses campos de pensamento aparentemente antagônicos: o criativo, imprevisivel, representado pela Arte, e o estrutural, cerebral, associados à programação e ciências exatas em geral.

Entretanto, a retalhação do conhecimento sempre me incomodou. De certo modo, o Design parece, sim, melhor se adaptar à dinâmica contemporânea, contemplando a crescente demanda de novos meios de expressão/comunicação, especialmente os digitais. E enquanto a Arte trilha, desde o pós-guerra, um tortuoso – embora mais rentável do que nunca – caminho ao esvaziamento total de sua essência, os programadores deixaram de ser figurantes para virarem protagonistas da era digital (e.g. Google, Facebook), escancarando também, no entanto, as portas da inovação para a especulação financeira.

O Design, por sua vez, vem ganhando cada vez mais atenção, não apenas como um campo de atuação, mas como "novo" método, quase místico, de gerenciamento – é só ver o frisson em torno do design thinking e outros termos da moda –, quando na verdade não há nada de mágico ali. Assim como o artista e o programador, o designer é um artesão, pois viabiliza uma ideia, um conceito, de modo que nossos sentidos possam percebê-lo e apreciá-lo devidamente. E dentro desse processo, a criatividade, planejamento, estrutura e projeto estão naturalmente presentes, indissociáveis. A única variável pertinente, já entrando em uma visão mais pessoal, é o mercado. Viabilizar a manutenção da criatividade – bem como a minha própria, naturalmente – em seu estado mais puro possível é o que me faz escolher o Design como ofício.


Of the three fields I consider myself minimally apt to exercise, Design could be the "latter", after Visual Arts - my Major - and programming - my first internship. Therefore, it would be tempting to think of it as an mere outcome: Design representing the perfect bond between these seemingly opposing areas of thought: the creative, unpredictable, represented by Art, and structural, logical, usually associated with programming and sciences in general.

However, retaliation of knowledge has always bothered me. In a way, Design seems to adapt better to the contemporary needs, contemplating the growing demand for new mediums of expression / communication, especially digital. And while Art has been trailing, since the post-war, a tortuous - though more profitable than ever - path to the complete deplection of its essence, developers left the backstage to become protagonists of the digital age (eg Google, Facebook), though straddling, also, the gates of innovation to financial speculation.

Design, on its own way, has been gaining increasing attention, not only as a field of work, but as a "new" management strategy - see the buzz around "design thinking" and other terms in vogue - when, in fact, there is nothing magical in it. Just as the artist and the programmer, the designer is a craftsman, concretizing an idea, a concept, so that our senses can perceive it and enjoy it properly. And within that process, creativity, planning, design and structuring are inherent and inseparable. The only relevant variable, now on a more personal view, is the market. To keep creativity's survival - as well as my own, of course - on its purest is what makes me choose Design as a profession.


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